Rio Clima, Plataforma SEEG e a COP 19

Por Henrique Mendes

Estamos às vésperas de mais uma conferência da ONU para negociar avanços nos assuntos ligados ao aquecimento global, e em sua 19ª edição (COP 19) a reunião será em Varsóvia, na Polônia. Aqui no Brasil estamos acompanhando uma série de eventos e debates que já preparam e indicam qual será a postura do país na negociação do próximo acordo climático, previsto para 2015 e o que já vem sendo feito por aqui em termos de relato e redução de emissões.

No final de outubro (28 e 29/10) aconteceu o RioClima, uma conferência com representantes nacionais e internacionais que apresentaram estudos e propostas relacionadas as mudanças climáticas no mundo. Dentre os temas debatidos teve grande destaque a adoção de indicadores paralelos ao Produto Interno Bruto (PIB) para avaliar o desenvolvimento de uma Nação. Além disso entrou na pauta metas de redução de emissões, imposto sobre carbono e estratégias para estímulo à economia de Baixo Carbono. A proposta do evento foi reunir em um documento final todo o conteúdo proposto durante os debates para apresentá-lo na Convenção das Partes a partir desta segunda-feira (11/11).

Seguindo a agenda de debates e iniciativas, foi lançado ontem (07/11) em são Paulo o SEEG –Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Trata-se de uma plataforma do Observatório do Clima que compreende a realização de estimativas anuais das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, contendo uma grande quantidade de dados, gráficos e publicações contemplando as emissões nacionais no período de 1990 a 2012, sendo que a proposta desta iniciativa é manter o SEEG atualizado anualmente.

Aliado a estes eventos técnicos que precedem a reunião do clima, foi amplamente comunicada esta semana a notícia de que as concentrações de GEE na atmosfera bateram novo recorde em 2012. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, se continuarmos a emitir estes gases causadores do efeito estufa (CO2, CH4 e N2O), na proporção em que estamos, o planeta pode ter sua temperatura média elevada em 4,6 graus até o final deste século, o que certamente irá gerar conseqüências catastróficas.

Atualmente o protocolo de Quioto continua válido e sendo o único acordo climático mundial legalmente vinculante. Seguindo os acordos e propostas das reuniões anteriores, a COP 19 deve ser um encontro para preparar o terreno para negociações de um novo acordo global do clima, o qual deve ser definido até 2015 para se tornar vinculante em 2020. O governo brasileiro aponta que irá defender ações voluntárias de redução de emissões dentre os países em desenvolvimento e sugerir que as nações desenvolvidas tornem suas metas mais ambiciosas. A Neutralize Carbono terá um enviado especial que irá acompanhar pessoalmente os avanços da negociação da nova plataforma. Siga-nos no Twitter e não perca nenhum detalhe.

Sobre Neutralize Carbono

Empresa especializada em projetos de gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa.
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